Comitê de Assistência Religiosa – CARE

Comitê de Assistência Religiosa – CARE

ALLELUIAH - Informativo Ecumênico do Comitê de Assistência Religiosa – CARE / HCFMUSP

Ano 5 • n50 • Novembro 2005 (formato pdf)
Ano 5 • no 51 • Dezembro 2005 (formato pdf)
Ano 6 • no 52 • Janeiro/Fevereiro 2006 (formato pdf)
Ano 6 • no 53 • Março 2006 (formato pdf)
Ano 6 • no 54 • Abril 2006 (formato pdf)
Ano 6 • no 55 • Maio 2006 (formato pdf)
Ano 6 • no 56 • Junho 2006 (formato pdf)
Ano 6 • no 57 • Julho 2006 (formato pdf)
Ano 6 • no 58 • Agosto 2006 (formato pdf)
Ano 6 • no 59 • Setembro 2006 (formato pdf)
Ano 6 • no 60 • Outubro (formato pdf)

 

Breve histórico do trabalho de Assistência Religiosa no HCFMUSP
 

As atividades de assistência religiosa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo existem desde a fundação do HC. De acordo com os livros dos registros de crônicas da Capelania, no início, essa assistência era desenvolvida apenas pelo serviço religioso católico, mais especificamente por padres diocesanos de paróquias próximas ao HC. Posteriormente, D. Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, então arcebispo metropolitano de São Paulo ofereceu aos padres franciscanos da Terceira Ordem Regular (TOR) da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, à qual se jurisdiciona eclesiasticamente o Hospital das Clínicas, o trabalho no HC, no entanto, eles pediram direito de recusa ao oferecimento.

A capela do hospital foi inaugurada no dia 15 de maio de 1945. O primeiro capelão foi o Cônego Roque Viggiano, auxiliado pelo Pe. Miguel Sanjurjo, que exerceu o ministério no HCFMUSP até 29 de abril de 1960.

voltar

A participação evangélica na Capelania

Erroneamente pode-se concluir ao longo do tempo, que todo o trabalho de capelania hospitalar compreendia apenas a participação dos sacerdotes católicos e seus ajudadores leigos. Tal idéia, naturalmente, vem da cultura predominante de que o país é predominantemente católico, e que, portanto, dispensava outra participação de religiosidade cristã.

Mas um dado é imperativo para contraditar – na época da fundação da capelania – em 1952, tendo em vista a necessidade de atender as características espirituais e religiosas específicas dos pacientes e seus familiares, além dos funcionários - os de confissão cristã reformada (evangélicos) - foi solicitada a organização, junto às igrejas protestantes tradicionais, do Serviço Religioso Evangélico. Após muitas consultas foi indicado o pastor presbiteriano, da Igreja Presbiteriana Independente, Revº Walter Elmer, como primeiro capelão evangélico do HC. A admissão do Reverendo deu-se através de convênio firmado entre o Governo do Estado de São Paulo e a Confederação Evangélica do Brasil, que representava corporativamente as igrejas evangélicas brasileiras. O Rev. Walter Elmer era remunerado pelo Estado, através do contrato firmado, e que, após sua morte, transformou-se em pensão recebida por sua esposa.

Desde a inserção do Serviço Evangélico neste complexo, alguns outros pastores – bacharéis em Teologia e devidamente ordenados, Pr. Marcos Petriaggi que dedicou-se brilhantemente à Capelania mesmo como funcionário do BANESPA, Pr. Edson Plaza ambos da Igreja Batista – foram seus capelães e contribuíram firmemente com o bem-estar da população assistida. Também a Srª Eleny Vassão, leiga da Igreja Presbiteriana do Brasil foi capelã até o ano de 2005. Toda a pastoral desenvolvida foi - como tem sido - de maneira a preservar a liberdade de culto do paciente e demais assistidos, excluindo toda e qualquer preocupação proselitista e respeitando a religião de cada um. Desta forma o Reverendo Walter Elmer trabalhou abnegadamente, tendo como preocupação única o conforto e consolação aos doentes com a ministração do Evangelho, sem elementos de persuasão que influenciassem na fé pessoal. Nos apontamentos disponíveis vê-se a perfeita integração institucional do Rev. Walter Elmer com os capelães católicos, no propósito único de fazer com que o período de internação fosse suportado com paciência e coragem. A par de suas virtudes de caráter e pastorais foi teologicamente brilhante, sendo respeitado hebraísta, ou seja, especialista em matérias que envolviam a necessidade de notório saber da língua hebraica.

Pastor de reconhecida dedicação e integração aos trabalhos pastorais do serviço evangélico foi o Rev. Atael Fernandes Costa, presbiteriano, que atuou no HC nos anos de 1970 e 1980.

Os atuais capelães do Serviço Evangélico são: Reverendo Luís Roberto Pinheiro Chagas, da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, Reverendo João Domingos Alves Filho, da Igreja Presbiteriana Independente e a bacharel em Teologia Profª Stella Souza Rocha, da Igreja Batista. Ao lado destes capelães é de ressaltar as presenças valiosas e abnegadas dos voluntários religiosos que compõem o Serviço Evangélico, vindos das mais diferentes denominações evangélicas.

Para ilustrar, vale ressaltar que nos hospitais evangélicos sempre existiu ênfase no trabalho de assistência integral. Nesses hospitais, sobretudo os dos EUA, é que foram criados os consagrados modelos de capelania como os CPEs - Clinical Pastoral Educations -, e a Bioética, nascida, e em seus primórdios desenvolvida apenas pelas igrejas evangélicas envolvidas em questões da ética da vida.

Junto com os capelães católicos do HC, todo esforço é para integrar o HC nesse nível de inserção científica de capelania, fazendo jus à importância que o HC tem no cenário de pesquisa, educação e assistência no mundo.

É possível que tenhamos omitido nomes importantes que tanto trabalharam no serviço evangélico da Capelania do HC. Mas a intenção, ao escrevermos nosso documento histórico, foi o de provocarmos as memórias para que nos sirvam com subsídios que perpetuem os construtores de nossa história até aqui.

voltar

A participação católica e os padres camilianos na capelania do HC

Os padres da Ordem de São Camilo – Ministros dos Enfermos (camilianos) - que têm como carisma cuidar dos doentes e das questões relacionadas à saúde, fizeram o primeiro contato com o hospital, em 1951. O Cônego Roque pediu ao Superior da comunidade de Vila Pompéia, Pe. João Grimaz, que era também Provincial da Ordem, que o substituísse durante o período de suas férias, de 18 de maio a 10 de junho.

Aos 23 de abril de 1952, o Sr. Cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta consultou os camilianos para assumirem a capelania, consumando em 30 de abril de 1960 a vinda para o HC. Desde então, os padres camilianos atuam neste complexo.

Muitos foram os padres que, por longo ou curto período colaboraram nesta capelania. Esta é a relação dos capelães, camilianos, diocesanos e de outras congregações que trabalharam e trabalham no HCFMUSP: Roque Viggiano, Miguel Sanjurjo, Lídio Milani, Ângelo Pigatto, Ivo Gelam, Mário Tedesco, Dyonísio Luiz Costenaro, Francisco Ricci, Carlos Alberto Pigatto, Geraldo Bogoni, Alvísio Benedetti, Olívio Bulia, Emesto Cadore, Antônio Soligo, Ivo Cristofoli, Ozir Tesser, Abel Abatti, Francisco Resende, João Mezzomo, José Costenaro, Mário Buila, Ângelo Pasqual, Hubert Lepargneur, Olindo Mungnol, Alfonso Pastore, Léo Pessini, Raul José Matte, José Carlos Romano, Christian de Paul de Barchifontaine, José Maria Ronchi, Paulo Atanásio, Thomas Scott, João Inácio Mildner, (+) Sebastião Antônio de Oliveira, Laurindo Martins de Almeida, Evangelista Moisés Figueiredo. Atualmente, o capelão é o Padre Anísio Baldessin que conta com a colaboração do Padre Luciano Donizete Naves.

voltar

Permanência

O padre capelão que permaneceu por mais tempo dirigindo a capelania foi o Pe. Geraldo Bogoni (de 15 de dezembro de 1963 a 26 de julho de 1977). O Pe. Léo Pessini atuou de 4 de janeiro de 1982 a 7 de novembro de 1992. O Pe. Anísio Baldessin, que atualmente conta com a imperiosa participação adjudória do Pe. Luciano Donizete Naves, atua na capelania desde o dia 8 de novembro de 1992.

voltar

Desligamento

De todos os que trabalharam nesta capelania, treze deixaram o ministério no momento crítico da renovação da Igreja (Concilio Vaticano II).

voltar

Vida Eterna

Embora seja extra oficial, seis dos padres que muito contribuíram nas atividades desta capelania já partiram para a casa do Pai. Quanto aos pastores, sabe-se que somente o Rev. Walter Elmer já é falecido.Que Deus os recompense com a vida eterna por todo bem que fizeram em prol dos doentes, familiares e profissionais deste hospital.

voltar

Evolução Histórica

No passado, o serviço religioso hospitalar católico centrava-se no sacerdote, e voltava-se para o doente e os sacramentos que lhe deviam ser ministrados. Hoje, o serviço religioso já não é exclusividade do sacerdote. Os leigos também têm sua parte. Igualmente, o doente e os sacramentos mantêm seu lugar de destaque, mas o serviço religioso ampliou seus horizontes de ação.

O doente já não é desmembrado em corpo e alma, como se constituíssem duas partes autônomas. O ser humano passou a ser visto como uma unidade indivisível. Os cuidados somáticos não podem prescindir da realidade psico-espiritual e vice-versa. Graças a isso, o serviço religioso ganhou espaço e significado no hospital.

Os sacramentos, principalmente a unção dos enfermos, perderam espaço dando ênfase à fé e à evangelização; estas incidem no doente e em suas atitudes de vida. A nova concepção de saúde, que inclui o bem-estar psicológico, incorporou o religioso no âmbito da saúde e da terapia.

voltar

Aspectos jurídicos-institucionais da assistência religiosa no HCFMUSP

O Regulamento Geral do Hospital das Clínicas, no seu artigo 632, define que os Assistentes Religiosos subordinam-se diretamente ao Superintendente. Para melhor definir as funções, ampliar a normatização e especificar as atividades da capelania, durante o ano de 1994 os capelães – convocados pela Superintendência, e em conjunto com os setores competentes dela -, elaboraram uma Ordem de Serviço em que se estabeleceu detalhes de sua composição jurídica e a criação do Serviço Religioso Católico e do Serviço Religioso Evangélico, para atuarem ecumênicamente. Esta ordem foi aprovada e publicada no órgão de comunicação do HCFMUSP, o “HC EM NOTÍCIAS”, no dia 05 de janeiro de 2005.

A partir de então, os serviços de assistência religiosa passaram a ser supervisionados pela Coordenadoria criada, e composta eqüitativamente por dois representantes de cada credo.

Em 2004, a Superintendência da Autarquia, com o objetivo de se adequar ao desenvolvimento da realidade mundial de assistência religiosa hospitalar, às novas leis governamentais que tratam da assistência religiosa em instituições de saúde e das características internas do HC, convocou novamente os capelães, para que, em consonância com o Núcleo de Direito do HC, formalizassem documento substitutivo à Ordem de Serviço de janeiro de 1995.

Após diversas reuniões, um novo documento tomou forma e finalmente se concretizou naOrdem de Serviço nº 25/2004, de 08 de junho de 2004, após aprovação oficial do Conselho Deliberativo do HCFMUSP – órgão máximo da Autarquia – em sua 2726ª Sessão.

A nova Ordem de Serviço trouxe algumas novidades, apresentadas a seguir. Uma foi a nova denominação da capelania, que passou a ser Comitê de Assistência Religiosa – CARE – composto pelo mesmo Serviço Religioso Católico e Serviço Religioso Evangélico. Junto a estes, prevê-se a possibilidade – definida como necessária pelos membros do CARE – da criação de um outro Serviço Religioso. Outra é que, além dos dois representantes titulares e um suplente de cada serviço, o Comitê conta com um representante da Superintendência. Ademais, os leigos, que, já voluntariamente, desenvolviam trabalhos no complexo HC e que eram denominados, Agentes de Pastoral ou colaboradores passaram a ser chamados, individualmente, de voluntário religioso.

voltar

Composição da Coordenadoria do Care

A Coordenadoria Administrativa do CARE, segundo a Ordem de serviço 25/2004, será composta de no máximo 07 (sete) membros, sendo 02 (dois) representantes da igreja católica, 02 (dois) representantes das igrejas evangélicas; se necessário, de 02 (dois) representantes de outros credos e 01 representante da Administração Superior do HCFMUSP. Acrescenta-se a essa coordenadoria a equipe dos voluntários religiosos.

voltar

Objetivo do Care

O CARE tem objetivo prestar assistência religiosa no Complexo HCFMUSP constituindo-se para o exercício do conjunto das ações voltadas à boa prática dos credos e cultos, em prol dos pacientes, familiares e servidores, assegurando a autonomia de cada um.

voltar

Como ingressar no Care

Seguindo as atribuições do Regimento Interno do CARE 21/Mar/2005, para que o interessado possa fazer parte do CARE é necessário preencher estes requisitos: apresentar carta do seu líder religioso; apresentar certificado de curso promovido pelo CARE; submeter-se a entrevista com representantes religiosos que integram Coordenadoria Administrativa.

voltar

Celebrações litúrgicas católicas regulares

O Serviço Religioso Católico realiza regularmente missas nas capelas do Instituto Central e do Instituto do Coração.

Data Horário Local
Terças-feiras  18h30 Capela do Instituto Central
Quartas-feiras  16h Capela do Instituto do Coração
Quintas-feiras  12h Capela do Instituto Central
Domingos  10h
 11h
Capela do Instituto Central
Capela do Instituto do Coração

Além destas, temos as celebrações de missas por intenções, conforme a tradição católica romana (falecidos, funcionários ou familiares de funcionários).

É ministrado o Sacramento do Batismo aos filhos de servidores do HC, desde que previamente submetido o pedido ao Serviço Religioso Católico.

voltar

Celebrações litúrgicas evangélicas regulares

Data Horário Local
Segundas-feiras  19h Capela do Instituto Central
Quartas-feiras  12h
 19:30h
Capela do Instituto do Coração
Capela do Instituto Central
Sábados  11h Capela do Instituto do Coração
Domingos  10h Anfiteatro da Oftalmologia do Instituto Central

voltar

Instalações do CARE

O Serviço Religioso Católico tem um conjunto de salas e outras dependências de apoio, contíguos à Capela, no 11º andar do Instituto Central “Dr. Adhemar Pereira de Barros” do HCFMUSP – Fone: 2661-6340. Este conjunto de salas passou a ser também sede do CARE, onde suas atividades administrativas são desenvolvidas.

O Serviço Religioso Evangélico dispõe de uma sala situada no 4º andar do Prédio dos Ambulatórios – Fone: 2661-6376. O anfiteatro da Clínica Oftalmológica foi emprestado para os cultos celebrados.

Além destas salas o CARE dispõe de duas Capelas. Uma está situada no Instituto Central. Esta Capela foi a primeira parte inaugurada de todo Complexo HC, pelo então governador de São Paulo Dr. Adhemar Pereira de Barros; ela é tombada pelo CONDHEPHAT como patrimônio histórico e cultural do Estado de São Paulo, por contar com as esculturas de Victor Brecheret, vitrais de Di Cavalcanti e pinturas de Mário Penachi. A outra capela está no prédio do Instituto do Coração – InCor - HC – 8º andar, onde são realizadas as celebrações litúrgicas daquele Instituto integrante do Complexo HC.