Institutos

OS OUTROS INSTITUTOS

 Surgiram da necessidade de aprofundamento da pesquisa e da falta de espaço físico  para o atendimentos dos doentes.

Além desses foram criados três hospitais auxiliares, dois de retaguarda e um de reabilitação profissional, laboratórios de investigação médica, de ressonância nuclear, além de núcleos de extensão de várias clínicas.


Instituto de Ortopedia e Traumatologia 
“Professor Francisco Elias de Godoy Moreira”


Instituto de Ortopedia e Traumatologia - 1951

A  Clínica Ortopédica e Traumatológica da Faculdade de Medicina de São Paulo  foi a primeira a ser transferida para o Hospital das Clínicas, pelo Decreto-Lei  14.256 de 26 de outubro de 1944, sob a direção do catedrático da cadeira e tendo por finalidade o pronto socorro aos: traumatizados do aparelho locomotor, os doentes da paralisia infantil e às crianças inválidas e defeituosas encaminhadas pelo Departamento Estadual da Criança.

Muito bem aparelhada era procurada por pacientes de todos os Estados do Brasil e  do Exterior, atendendo com sucesso a maioria dos casos.

Em conseqüência do grande fluxo de doentes atraídos pela excelência dos seus serviços, foi determinado pelo governo do Estado, algum tempo depois,  a construção de um pavilhão destinado unicamente para o atendimento de traumatologia e ortopedia.


Praça da Sé década de 40

“O progresso exige sacrifícios e essas máquinas mais velozes que transitam nas ruas acanhadas e congestionadas da paulicéia causam acidentes. Voltar aos cavalos e carroças é impossível, necessário é uma grande clínica ortopédica”... Folha da Noite 17 de julho de 1947.

O edifício da  Clínica Ortopédica e Traumatológica foi  construído com linhas simples e modernas, com oito andares, além do subsolo, num total de 20.000 metros quadrados de área construída com  capacidade para 300 leitos e 400 salas.

Na ala esquerda do andar térreo ficava o Pronto Socorro. Na ala direita, o Ambulatório com capacidade para o atendimento de 300 doentes. Ao fundo, a oficina ortopédica onde eram confeccionadas pernas, braços e aparelhos corretivos.

Do primeiro ao quinto andares, encontravam-se os chamados "andares-tipo", destinados à internação de pacientes de ambos os sexos, menores e adultos. No sexto andar estava localizado o centro de material, o centro cirúrgico com quatro salas de cirurgias e a seção para a internação dos casos de poliomielite aguda. No sétimo andar ficavam a cozinha, o auditório com capacidade para 150 pessoas, dois observatórios para as salas de cirurgia e no oitavo andar estava instalada a residência dos médicos estagiários, as  oficinas de conservação e reparos e o solarium.

O edifício da Clínica Ortopédica e Traumatológica possuía no subsolo, duas piscinas hidroterápicas, uma de água quente e outra de água salgada, para a imersão de doentes com  paralisia infantil.

O Hospital Ortopédico e Traumatológico foi inaugurado em 30 de setembro de 1950, quando  passou a atender sessenta por cento do movimento do serviço de Pronto Socorro do Hospital das Clínicas.


Seção de Gesso - composta de salas para a retirada 
e aplicação de gesso – 1951

Seção de Registro com setores de matricula, informações sobre doentes e internações


Oficina Ortopédica - fabricação de aparelhos e próteses ortopédicas - década de 50

Em 13 de agosto de 1990 foi assinado o  Decreto 32.122 que  deu ao Instituto de Ortopedia e Traumatologia a denominação de “Professor Francisco Elias de Godoy Moreira” em homenagem ao dirigente da 29ª Cadeira de Ortopedia e Cirurgia Infantil da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e realizador da construção do prédio de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas.


Instituto de Ortopedia e Traumatologia  - 2005

 Instituto Nacional de Reabilitação - INAR

O INAR foi implantado provisoriamente, no Hospital de Ortopedia e Traumatologia pelo Decreto 27.083 de 21 de dezembro de 1956 com a finalidade de dar atendimento e recuperação aos operários acidentados.

O Hospital  preenchia as exigências da Organização das Nações Unidas de ter serviços hospitalares adequados, facilidade de ensino, oportunidade de treinamento vocacional, oportunidade de emprego na comunidade para incapacitados físicos treinados convenientemente e ser acessível a treinamento de médicos e outros profissionais.

O Instituto Nacional de Reabilitação foi extinto em 1968, com o final do apoio de especialistas estrangeiros e de membros da Organização das Nações Unidas, porém a administração do hospital com sua visão de integridade da assistência, reestruturou esse serviço, com a implantação do Centro de Reabilitação de Vergueiro, hoje, Divisão de Medicina de Reabilitação.


Serviço de Fisioterapia - 1951


Seção de Recuperação Ocupacional
Clínica Ortopédica e Traumatológica - década de 50


Instituto de Psiquiatria
“Professor Antônio Carlos Pacheco e Silva”


Projeto do Hospital de Clínica Psiquiátrica
 1944

A Clínica Psiquiátrica da Faculdade de Medicina  de São Paulo, foi instalada no Hospital das Clínicas pelo  Decreto-Lei 14.456 de 11 de janeiro de 1945,  sob a direção do professor Antônio Carlos Pacheco e Silva que tinha a preocupação de proporcionar a melhor assistência médica aos doentes psicopatas, além do sonho de construir e instalar um hospital universitário moderno e especializado para o atendimento dos casos mais graves. Com esse decreto a clínica psiquiátrica iniciou suas atividades em edifício próprio.

Esse pavilhão permitiria a preservação, o diagnosticar e o tratamentos dos transtornos mentais, promovendo o desenvolvimento científico, tecnológico e o ensino da psiquiatria.


Vista da ala masculina 2º andar do
edifício da Psiquiatria -1953

O professor Pacheco e Silva participou ativamente na elaboração do projeto e a partir dos subsídios por ele recolhidos no exterior,  os engenheiros da Secretaria de Viação e Obras Públicas puderam  elaborar o projeto e dar início as obras.

O prédio da Clínica Psiquiátrica estava distribuído em pavimentos: no primeiro ficava o ambulatório com amplas acomodações, salas de repouso, salas para tratamento de choque e descanso do paciente, permitindo estabelecer a triagem dos doentes. Ao lado do ambulatório estavam as salas para aulas práticas.


Sala de cirurgia - década de 50

No segundo pavimento, especialmente reservado ao ensino e à administração, ficavam as salas dos professores e assistentes, arquivo clínico, secretaria geral, biblioteca, museu e anfiteatro com capacidade para 150 pessoas. Nos demais andares estavam instalados os quartos e enfermarias, as salas de estar e as dependências dos doentes e seções especializadas para crianças.

 

 

O último andar destinava-se à psicologia experimental com salas à prova de som e instalações para o corpo clínico administrativo e para a enfermagem.

A construção do hospital de psiquiatria foi totalmente concluída em 1960, abrindo novas perspectivas à saúde mental.

 

 

 

 

 

O Hospital de Clínica Psiquiátrica recebe a visita de autoridades - 1960
Vista do recém construído edifício, à direita o Instituto de Ortopedia e Traumatologia - 1960


Instituto de Psiquiatria - 2005


Centro de Medicina Nuclear


Dr. Ted Eston junto a primeira estaca das fundações do 
Centro de Medicina Nuclear – 21-1-1958

Em 10 de outubro de 1949 foi fundado, na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o primeiro Laboratório de Isótopos da América Latina e contou com o apoio da Fundação Rockefeller que fez a doação dos equipamentos e os recursos para a sua montagem.

Devido ao grande interesse despertado pelo Laboratório de Isótopos da Faculdade, foi organizada, em 1954, uma Clínica de Medicina Nuclear no Serviço de Radioterapia do Hospital das Clínicas, onde começaram as primeiras aplicações  de iodo radioativo nas glândulas tireóides.


Centro de Medicina Nuclear 
inaugurado em janeiro de 1959


Dr. Ted Eston organizador e diretor do Laboratório de Isótopos
da Faculdade de Medicina  década de 60

Com o desenvolvimento dos radioisótopos  no Brasil surgiu a necessidade da construção de um prédio próprio onde seriam concentradas as atividades de radiofármacos, pesquisa, ensino e formação de médicos especializados. O edifício do Centro de Medicina Nuclear foi inaugurado, em 25 de janeiro de 1959.


"Localizador"  de tumor cerebral construído nas oficinas do 
Hospital das Clínicas -  1956

Em 9 de fevereiro de 1970 o Centro de Medicina Nuclear foi incluído como complemento do Departamento de Radiologia e Radioterapia e em 1997 ocorreu a fusão e a transferência do Serviço de Medicina Nuclear do Hospital das Clínicas para o prédio do Centro de Medicina Nuclear.


Centro de Medicina Nuclear 
 - 2005


Hospital Auxiliar de Suzano


Sanatório Jesus de Nazareth -  década de 50

O Hospital Auxiliar de Suzano surgiu da necessidade que o Hospital das Clínicas tinha, já na década de 50, de liberar  seus leitos o mais breve possível. Era imprescindível para o bom atendimento da população, a existência de uma instituição administrada pelo hospital com a finalidade de receber pacientes convalescentes e crônicos que necessitassem de cuidados permanentes de enfermagem e assistência médica. Essa medida permitiria que o Hospital das Clínicas, no mínimo, multiplicasse o atendimento à população.

Com base na Lei 5.442 de 6 de novembro de 1959, que dispunha sobre a concessão de auxílios destinados à construção de hospital e à manutenção de leitos para doentes crônicos, foi promulgado em 17 de dezembro de 1959 o Decreto 35.933 que autorizou a desapropriação de um imóvel para esse fim no município de Suzano.

Assim foi criada a Casa do Convalescente pelo Ato Administrativo nº 1 em 9 de março de 1960 o qual deu início ao encaminhamento dos doentes convalescentes do Hospital das Clínicas para essa nova instituição.


Década de 50

Em 1973, a Casa do Convalescente passou a denominar-se Divisão Auxiliar de Suzano e fazia parte do Departamento de Hospitais Auxiliares do HC, dando continuidade aos seus objetivos de servir de campo de estudo aos estudantes de medicina pertencentes às escolas ligadas ao Hospital; proporcionar meios para o desenvolvimento da pesquisa científica e cooperar, dentro dos campos de suas atribuições para a realização das demais finalidades do Hospital das Clínicas.

 
Hospital Auxiliar de Suzano -  2005

  RESIDÊNCIA MÉDICA

O sistema de internato e residência médica do Hospital das Clínicas nasceu praticamente sem planejamento onde os primeiro internos estagiavam apenas nos serviços de emergência e não havia  rodízio pelas diferentes enfermarias. Com a criação da Comissão Administrativa do Serviço de Estagiários - CASE e do Corpo de Preceptores, iniciou-se a racionalização e unificação do sistema de residência.

A Residência Médica do Hospital das Clínicas foi criada como Serviço de Estagiários pelo  Decreto  32.469 de 27 de maio de 1958, art. 89 " Haverá no Hospital das Clinicas um Serviço de Estagiários constituído de 3 categorias: I- alunos do 6º ano de medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo II- médicos internos e III- médicos residentes. A Residência Médica fora regulamentada pelo Decreto 25.349 de 11 de janeiro de 1956, com a finalidade de proporcionar ao interno e ao residente o acompanhamento das atividades desenvolvidas no hospital, ampliando o trabalho médico, além de permitir aos alunos recém formados o desenvolvimento mais adequado de suas aptidões para a prática médica e cirúrgica. No HC as funções de rotina de assistência começaram a ser realizadas de forma mais intensa pelos residentes e internos, o que possibilitou ao Corpo Clínico se dedicar, mais diretamente, às atividades acadêmicas e de pesquisas.

Em 4 de junho de 1958 foi autorizada a construção do prédio da Residência Médica, inaugurado em 1968.

Prédio da Residência Médica em construção


Fachada da Residência Médica
década de 70
Sala de Recreação - década de 70


Dormitório feminino – década de 70


Divisão de Hospital Auxiliar de Cotoxó

O Hospital Auxiliar de Cotoxó surgiu da dificuldade no transporte dos pacientes do Hospital das Clínicas para o Hospital Auxiliar de Suzano, devido a longa distância. Para a solução deste problema, foi doado um imóvel à Rua Cotoxó através do Decreto-Lei 18, em 26 de março de 1969. Em 13 de outubro de 1971 foram inauguradas as instalações  do Hospital Auxiliar de Cotoxó, tendo por finalidade atender os pacientes em curta permanência, mas dependentes de intervenção médica.

Com a assinatura do Decreto 9.720 de 20 de abril de 1977, o Hospital Auxiliar de Cotoxó passou a fazer parte do Departamento de Hospitais Auxiliares do Hospital das Clínicas.


Hospital Auxiliar de Cotoxó - 2005


Divisão de Medicina de Reabilitação


Planta da Casa do Paraplégico - década de 70

Com a extinção  do Instituto Nacional de Reabilitação - INAR em 1968, foi criado em 13 de julho de 1970,  pelo Decreto 52.487 - denominado Centro de Reabilitação Profissional da Associação Paulista de Assistência aos Paraplégicos, dando início a era científica da reabilitação no Brasil conhecido como a Casa do Paraplégico.

Tinha por  finalidade:  reabilitar portadores de deficiência; servir de campo para treinamento de médicos e técnicos auxiliares; entrosar  e cooperar com entidades públicas e particulares não só nas técnicas e processos de reabilitação, como também na recolocação funcional do paciente na sociedade. 

Com o Decreto 9.720 de 20 de abril de 1977, esse órgão passou a denominar-se Divisão de Reabilitação Profissional de Vergueiro (D.R.P.V.) e em 18 de julho de 1994, através do Decreto 38.911 Divisão de Medicina de Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo que desde 5 de dezembro de 2000 está vinculada, para fins técnico-científicos, ao Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina e inserida na estrutura organizacional do Instituto Central.


Seção de Fisioterapia - Clínica Ortopédica e Traumatológica - década de 50

Divisão de Medicina de Reabilitação
 2005

Instituto da Criança 
“Professor Doutor Pedro de Alcântara”


Instituto da Criança em construção

O Instituto da Criança foi criado pelo Decreto 52.481 de 2 de julho de 1970 com o objetivo de proporcionar condições adequadas ao atendimento integral à criança nos seus aspectos orgânicos, psíquicos e sociais, sendo um dos pioneiros na criação e divulgação de equipes multidisciplinares. Sua construção foi erguida em terreno cedido pela   congregação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo  situado entre a Avenida Dr. Enéas de Carvalho Aguiar e a Rua Theodoro Sampaio.


Instituto da Criança inaugurado em 1976

As obras do edifício do Instituto da Criança tiveram início em setembro de 1970 e foi inaugurado, oficialmente, em 1976.

Em  10 de julho de 1981 através do Decreto 17.321 deu-se a denominação de Instituto da Criança “Professor Doutor Pedro de Alcântara”  em homenagem àquele que  regeu a  cátedra Pediátrica e de Puericultura da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo de 1946 a 1964.

O Instituto da Criança foi um dos primeiros no país a realizar transplante de fígado e de medula óssea em crianças e  a desenvolver programa de tratamento e pesquisa de câncer em pediatria.

Instituto da Criança -  2005

Laboratórios de Investigação Médica - LIMs

As pesquisas biomédicas eram realizadas em laboratórios instalados na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, no Instituto de Medicina Tropical, no Centro de Medicina Nuclear, no Instituto Oscar Freire e nas diversas clínicas do Hospital das Clínicas.

Em 1970, a reforma universitária, decorrência da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional impedia a duplicação de departamentos de ciências básicas. Nesse contexto a Faculdade de Medicina transferiu os departamentos de ciências básicas para o Instituto de Ciências Biomédicas localizado na Cidade Universitária.

Com o deslocamento desses laboratórios surgiram lacunas no entrosamento entre o atendimento clínico de rotina do Hospital das Clínicas e a investigação laboratorial da Faculdade de Medicina. A solução encontrada para esse problema foi firmar convênio particular entre a Faculdade de Medicina e o Hospital das Clínicas. Em 30 de setembro de 1974 foi firmado um convênio entre o Hospital e a Faculdade visando à pesquisa experimental e laboratorial, a ampliação da capacidade de treinamento técnico-científico de alunos e médicos, o aprimoramento das bases científicas da assistência médica e a melhor racionalização dos trabalhos. 

Com o decreto 9.720, de 20 de abril de 1977 os Laboratórios de Investigação Médica passaram a fazer parte do sistema Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo com um total de 62 laboratórios instalados em  prédios da Faculdade de Medicina, Instituto de Medicina Tropical, Instituto Oscar Freire, Instituto da Criança, Instituto do Coração, Instituto de Radiologia, Instituto de Psiquiatria e Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas.


Instituto do Coração
“Professor Euryclides de Jesus Zerbini”


Prédio do Instituto do Coração em construção
Década de 60

Teve seu  início com a assinatura do Decreto 42.817 de 24 de dezembro de 1963 que criou, no Hospital das Clinicas, o Instituto de Doenças Cardiopulmonares (I.D.C.P.) formado pelas disciplinas de Doenças do Coração e Vasos e de Doenças dos Pulmões, ambas pertencentes a Segunda Clínica Médica e a Primeira Clínica Cirúrgica. Tinha por finalidade: ministrar o ensino do curso normal de graduação em Ciências Médicas e dos cursos de aperfeiçoamento e de especialização; realizar pesquisas clínicas e experimentais na área das doenças cardiovasculares; oferecer bolsas de estudos e intercâmbios culturais.

Em 5 de maio de 1970, o Instituto de Doenças Cardiopulmonares foi extinto  pelo Decreto 52.450-A que criou o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas.


Instituto do Coração  inicio da construção
1970

Em 5 de dezembro de 1966 a   Fazenda do Estado através da Lei 9.554, autorizou a alienação, por doação de um terreno à construção de um prédio para o INCOR. O projeto foi elaborado por uma equipe formada por clínicos, cirurgiões, laboratoristas, patologistas, administradores hospitalares, técnicos em enfermagem, nutrição, serviço social, arquivo médico, documentação científica, fisioterapia e reabilitação. O Hospital foi projetado por um grupo de arquitetos do Departamento de Obras Públicas do Estado de São Paulo e pelo arquiteto Nelson Daruj.

Em 1968 deu-se início às fundações do edifício, num terreno de 10.000 metros quadrados com uma planta de 11 pavimentos, contendo todas as áreas fundamentais em cardiologia, um grande ambulatório e áreas de internação para 270 pacientes. Anexo ao bloco principal foi prevista uma unidade auxiliar de dois pavimentos, com o total de 1.500 metros quadrados, sendo um dos andares destinado ao laboratório clínico e outro a uma unidade totalmente isolada para tratamento de pacientes infectados, além dos blocos de almoxarifado, oficinas de manutenção e vestiários. O edifício do Instituto do Coração foi inaugurado oficialmente em 4 de fevereiro de 1975.

 
Maquete do Bloco II do Instituto do Coração

Através do Decreto 15.157, de 26 de junho de 1980, o Instituto do Coração recebeu a denominação de Instituto do Coração Sua Santidade João Paulo II, em homenagem a visita do Papa ao Brasil e em 17 de fevereiro de 1995 seu nome foi novamente alterado, através da Lei 9.078, para Instituto do Coração Euryclides de Jesus Zerbini, em homenagem àquele que foi o idealizador e o maior responsável pela construção do Instituto.

O projeto de ampliação do Instituto do Coração começou em 1984 e foi interrompido várias vezes. Finalmente pôde ser concluído graças a uma parceria com a  Fundação Zerbini. O Bloco II foi inaugurado em 19 de agosto de 2000, num espaço de 45 mil metros quadrados, 17 andares, 120 leitos e 7 salas cirúrgicas.


 Instituto do Coração -  2005


Prédio da Administração
“Professor Doutor Benedicto Montenegro”


Prédio da Administração inaugurado em 28 de março de 1972

O Prédio da Administração foi construído numa área de 12.862 metros quadrados com a finalidade de abrigar  a superintendência, assessores do superintendente, protocolo, chefia do corpo clínico, relações públicas, conselho deliberativo, diretoria administrativa, diretoria de clínica, biblioteca, Revista do Hospital das Clínicas, administração geral, contabilidade, tesouraria, serviço médico dos funcionários e a Associação das Voluntárias do HC.

O Edifício da Administração foi inaugurado em 28 de março de 1972, recebendo a denominação de "Professor Doutor Benedicto Montenegro", pelo Decreto 17.320 de 10 de julho de 1981.


Prédio da Administração -
2005


Instituto dos Ambulatórios
“Doutor Geraldo Silva Ferreira”


Maquete do Instituto dos Ambulatórios

A construção do Prédio dos Ambulatórios teve início em janeiro de 1975, numa área de 115.155 metros quadrados, projetado para 10 pavimentos e ligados ao Edifício Central por um bloco de circulação, com rampas, escadas e elevadores, permitindo um funcionamento integrado com aumento significativo em diversos tipos de atendimentos.

Em 1980, com as obras inacabadas, o prédio foi sendo ocupado em etapas; primeiro os serviços de Laboratório Central, o Banco de Sangue e a Farmácia. No ano seguinte foram transferidos o Centro Cirúrgico e o Centro de Materiais até a completa ocupação dos setores.

O Prédio dos Ambulatórios através do Decreto 2.757 de 10 de abril de 1981, recebeu a denominação de Instituto dos Ambulatórios "Doutor Geraldo Silva Ferreira".

Construção do Prédio dos Ambulatórios - ligação com Instituto Central


Prédio dos Ambulatórios - 
 2005


Centro de Convenções Rebouças


Grande auditório do 
Centro de Convenções Rebouças 
-
 2005

O Centro de Atividades Culturais, hoje Centro de Convenções Rebouças, foi planejado em 1978, período em que vinha sendo notado acentuado aumento dos centros culturais nos grandes núcleos urbanos devido à atualização das atividades ligadas à saúde e a necessidade de se promover intercâmbio de conhecimentos através de convenções, seminários, palestras etc.

Logo a administração do Hospital das Clínicas percebeu as vantagens que teria com a construção de um local apropriado para promover e proporcionar condições para às realizações científicas, administrativas, educacionais, sociais e culturais relacionadas à área da saúde. Com disponibilidade de espaço físico, anexo ao Prédio dos Ambulatórios, deu-se início a construção de um centro cultural com amplas instalações, com sistema de sonorização, circuito de televisão, um auditório com capacidade para 550 lugares e dois auditórios para 150 e 200 pessoas e mais duas salas de 40 lugares, lanchonete, estacionamento e dependências de apoio.

O Centro de Convenções Rebouças foi inaugurado em 11 de maio de 1982 com uma cerimônia em homenagem à aposentadoria do professor Euryclides de Jesus Zerbini e durante os anos seguintes aconteceram em suas dependências muitos eventos importantes como a cobertura do tratamento do presidente Tancredo Neves, durante 26 dias, quando teve suas instalações transformadas na maior central de imprensa brasileira e estrangeira.


Salão de Exposições -
 2005


Instituto de Radiologia


Serviço de Radioterapia - década de 40

Teve seu princípio com a transferência da Seção de Radium e Roentgenteropia, pertencente a cadeira de Física Biológica Aplicada da Faculdade de Medicina de São Paulo, para o Hospital das Clínicas em 9 de outubro de 1945. Com o crescimento da procura por esse serviço no Instituto Central, surgiu a  necessidade da construção um prédio próprio. As obras tiveram inicio em 1974 e depois de alguns meses foram interrompidas, reiniciando-se apenas em 1984.


Sala de Laudos – 1951


Primeiro curso de radio biologia no currículo 
normal do curso médico – 2º ano de Química Fisiológica 1954

As novas instalações do Serviço de Radiologia foram inauguradas em 29 de setembro de 1986 quando foram adquiridos equipamentos de radiodiagnóstico convencional destinados ao estudo do sistema músculo esquelético do tórax (coração e pulmão), do trato digestivo, do trato urinário e ginecológico, do sistema nervoso central periférico e das mamas. Algum tempo depois, mais seis aparelhos portáteis foram comprados para o atendimento do paciente nos leitos e no Pronto Socorro e dois aparelhos próprios para radiografia com TV para o centro cirúrgico. Desde então a Unidade de Radioterapia tem adquirido equipamentos de tecnologia de ponta. Em setembro de 1990 foi inaugurado o Centro de Ressonância Magnética, o primeiro serviço público dessa natureza no Brasil.

 O Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas foi criado pelo Decreto 39.469 de 4 de novembro de 1994 proporcionando uma infra-estrutura capaz de fornecer bases modernas, eficiência e eficácia nos procedimentos de apoio aos diagnósticos.

 
Instituto de Radiologia - 2005


Casa da AIDS


Casa da AIDS -
- 2005

O Serviço de Extensão ao Atendimento de Pacientes HIV/AIDS – “Casa da Aids” foi criado pelo Decreto 39.465 de 4 de novembro de 1994, em virtude do aumento da demanda de pacientes infectados, no ambulatório da Divisão de Clínica de Moléstias Infecciosas e Parasitárias pelo “Grupo de Estudos da Aids”. Seus objetivos foram oferecer assistência multidisciplinar aos pacientes e familiares, desenvolver pesquisa, ensino e capacitação profissional, prestando serviço à comunidade.

Para a viabilização da gestão da Casa da Aids, foi celebrado em 5 de dezembro de 2001 um Termo de Cooperação entre o Hospital das Clínicas e a Fundação Euryclides de Jesus Zerbini, visando à integração dos meios técnicos, administrativos e financeiros. O termo de cooperação teve sua  vigência até janeiro de 2003. Em 14 de dezembro de 2004, o Conselho Deliberativo do Hospital das Clínicas aprovou a transferência da gestão administrativa e financeira deste serviço para o Instituto Central/Fundação Faculdade de Medicina.

A Casa da Aids funcionou, no princípio, na Rua Cardeal Arcoverde, no bairro de Pinheiros, quando mudou para uma área maior à Rua Frei Caneca, onde oferece consultas médicas, consultas de emergência, aconselhamento de assistente social, acompanhamento psicológico, atendimento integral à mulher infectada pelo HIV, hospital dia, atendimento odontológico, S.A.D.T e internações.

Conta também, com uma equipe multidisciplinar, formada por infectologistas, psiquiatras, cardiologistas, neurologistas, gastroenterologistas, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, ginecologistas e obstetras.


Hospital Estadual Sapopemba

O Hospital Estadual Sapopemba foi criado pelo Decreto 47.432 de 10 de dezembro de 2002, na Coordenadoria de Saúde da Região Metropolitana da Grande São Paulo, com a finalidade de prestar assistência médico-hospitalar, em regime de emergência e internação, nas áreas clínica-médica, clínica-cirúrgica, clínica ginecológica e obstetrícia, clínica pediátrica, clínica psiquiátrica e terapia intensiva, visando à reabilitação da população como um todo.

Em 7 de abril de 2003, foi firmado o Convênio de Parceria na Gestão de Serviços Públicos de Saúde entre a Secretaria de Estado da Saúde e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, objetivando a operacionalidade do Hospital Estadual de Sapopemba.

O Hospital Estadual de Sapopemba foi inaugurado em 5 de abril de 2003, numa área de 13.700 metros quadrados, distribuídos em 12 pavimentos e 220 leitos.

Na primeira fase de funcionamento, o Hospital contava com uma equipe de 110 funcionários do Hospital das Clínicas que atendiam exclusivamente parturientes. As demais especialidades médicas foram sendo implantadas progressivamente entre a clínica geral, clínica cirúrgica, clínica pediátrica, unidades de terapia intensiva, ginecologia, neonatologia e psiquiatria.

Em 13 de abril de 2006, através do Decreto 50.729, o Hospital Estadual Sapopemba, passou a denominar-se Hospital Estadual Sapopemba “Professor Doutor Antonio Barros de Ulhôa Cintra”.