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Medicina Hospitalista dinamiza formação médica

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“Medicina Hospitalista é um ramo bem definido da Clínica Médica” - define a Supervisora do Programa de Residência em Clínica Médica, Profª. Drª. Maria do Patrocínio Tenório Nunes.

Como Professora Assistente do Departamento de Clínica Médica da FMUSP, na Disciplina de Clínica Geral e Propedêutica, ela dedica-se ao Programa de Medicina Hospitalista no HCFMUSP. “A Diretoria Clínica teve visão moderna e contemporânea. Entendeu que, dada a complexidade dos pacientes em nível terciário, é fundamental esse cuidado hospitalista”.

“A Diretora Clínica do HCFMUSP, Profª. Drª. Eloísa Silva Dutra de Oliveira Bonfá, consciente da importância dessa modalidade de assistência, criou o Programa para os 26 leitos da Enfermaria do 5º andar do Instituto Central” – acrescenta a Profª. Drª. Maria do Patrocínio.

Para a Professora, a Medicina Hospitalista cresceu provavelmente em razão da maior complexidade dos pacientes: “Na medida em que a Medicina prolonga a vida média das pessoas, o resultado é a somatória do que chamamos co-morbidades (duas ou mais doenças diferentes no mesmo paciente), o que requer mais conhecimento médico”.

Paciente com anemia falciforme (doença genética e hereditária que altera glóbulos vermelhos) dispõe de médico com conhecimento mais geral acompanhando as complicações cuidadas por outros colegas. É o que acontece, também, com aquele que tem comprometimento cardíaco, renal, pulmonar, hepático. Vários especialistas cuidarão desse paciente.

Criada nos Estados Unidos, na década de 90, a Medicina Hospitalista foi introduzida, inicialmente, na enfermaria da Cirurgia Vascular do HCFMUSP com dois médicos que fizeram três anos de Clínica Médica e com excelente formação. O sucesso do Programa foi avalizado por todos envolvidos no trabalho, permitindo o planejamento da formação do médico no terceiro ano de residência.

O projeto está se expandindo para a área de Cirurgia Vascular (cuida de pacientes diabéticos, hipertensos, fumantes, que desenvolveram lesão vascular, tanto macroscópica quanto microscópica). E também para a área que atende pacientes neurocirúrgicos, que apresentam sequelas e consequências terapêuticas.

Para a Profª. Maria do Patrocínio, a Medicina Hospitalista permite uma reflexão sobre o paciente que está numa UTI. “É preciso que um hospitalista faça um acompanhamento conjunto com aquele colega intensivista, planejando a saída desse paciente da UTI”.

“Isso reduz as reinternações em UTI, melhorando a segurança do paciente. Acontece o mesmo na transição da sala de emergência para a enfermaria de hospitalista. E igualmente na transição da enfermaria de hospitalista para o ambulatório” - destaca.

Os Hospitalistas no HCFMUSP: atuação avançada e multidiscplinar

Medicina Hospitalista define novo e avançado modelo de atendimento hospitalar. Médicos especialmente habilitados cuidam de paciente complexo, atuando em conjunto com os demais colegas. Conheça a iniciativa da Diretoria Clínica do HCFMUSP e o trabalho conjunto com o Programa de Residência em Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP.

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Implantado pela Diretoria Clínica do HCFMUSP, em parceria com a Disciplina de Clínica Geral e Propedêutica, o Programa de Medicina Hospitalista reflete a dedicação e zelo pelos pacientes internados. Conta com um diferencial no atendimento hospitalar brasileiro: a presença ativa na formação dos médicos residentes como hospitalistas.

A Diretoria Clínica iniciou, em dezembro de 2016, a implantação desta equipe de médicos hospitalistas, com a coordenação do grupo de gestão hospitalar, para melhorar a assistência de pacientes de alta complexidade provenientes do Pronto-Socorro e internados aos cuidados de especialidades cirúrgicas.

A atuação da equipe de Hospitalistas começou na Neurocirurgia e depois foi ampliada com a parceria da Disciplina de Clínica Geral e Propedêutica, envolvendo os pacientes da Cirurgia Vascular.

Um hospitalista pediátrico foi incorporado à equipe em 2017 e, desde março de 2018, uma equipe de clínicos passou a ser responsável por uma das enfermarias de retaguarda do Pronto-Socorro, consolidando a implantação do Programa.

Nesta unidade de internação, a coordenação dos fluxos e internações dos doentes fica a critério do Plantão Controlador/Gestão de Leitos, e a coordenação didática está sob a responsabilidade do Dr. Edison Paiva, da Clínica Médica.

“O Programa permite maior qualidade e segurança ao paciente de alta complexidade” – observa a Drª Beatriz Perondi.

“Esse Programa é muito importante na coordenação do cuidado do paciente complexo, que necessita da assistência de várias equipes” – destaca a Drª Leila Suemi Harima. Os resultados positivos são de grande significado na atividade diária do HCFMUSP.

Cuidados Paliativos promove encontro para acolhimento de equipe multiprofissional no IOT

cuidados paliativosNo último dia 12, as portas do Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) foram definitivamente abertas para receber o grupo de Cuidados Paliativos do HCFMUSP. A equipe multiprofissional se reuniu para ser acolhida pela instituição - através da Superintendência, Diretorias Executivas do Instituto Central (ICHC) e do IOT e pelo Núcleo de Gestão de Pessoas (NGP), para início da assistência na Enfermaria da Ala A, no 4º andar da Ortopedia.

Para receber os pacientes, o novo espaço foi restaurado em tempo recorde, em 10 dias, graças à integração das equipes de manutenção da Divisão de Construções e Conservação (DCC), do ICHC e do IOT. O ambiente possui 24 leitos e começa a funcionar com oito leitos ativos. A expectativa é que se chegue à ocupação de 20 leitos na medida em que estrutura e recursos humanos forem se viabilizando para atender a demanda e incorporar a unidade externa de Jaçanã.

Em 2014, os atendimentos foram transferidos para o Instituto de Psiquiatria (IPq) e numa unidade de internação no Jaçanã, após desativação temporária do Hospital Auxiliar de Cotoxó (HAC) para reforma. Na prática, a transferência dos Cuidados Paliativos para o IOT é a unificação dessas duas unidades de internação, beneficiando todo o fluxo e tratamento com os pacientes e seus familiares, evitando outras mobilizações, como, por exemplo, a permanência numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

IV Winter School acontece em julho na FMUSP

winterA Faculdade de Medicina da USP receberá 69 estudantes de instituições de 25 universidades de 16 países para o quarto FMUSP Medical Winter Schools, que acontecerá entre os dias 16 e 27 de julho. Estão inscritos alunos de países como Inglaterra, Bélgica, Itália, Holanda, Hungria, Dinamarca, Estados Unidos, Espanha, México e Peru entre outros.

O programa, gratuito e em inglês, é destinado a alunos de graduação da FMUSP e de universidades conveniadas. Serão duas semanas de atividades educacionais em nove diferentes tópicos: Patologia de Autópsia, Cardiologia, Ginecologia, Dermatologia, Endocrinologia, Geriatria, Doenças Infecciosas, Psiquiatria e Medicina Física e Reabilitação. Os alunos foram selecionados com base no desempenho escolar, prêmios e/ou notáveis atividades acadêmicas e representatividade institucional.

Além do programa educacional, também haverá visitas ao Sistema Único de Saúde do Complexo HCFMUSP e encontros sociais organizados pelos estudantes brasileiros para que os participantes vivenciem e desfrutem da cultura e diversão de São Paulo.